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Blog With Lasers por Paulo Terron

Arquivo de ‘Internet’ Categoria


31/07/2008 - 09:05h

China is pop: e a censura da internet em Pequim?

Uma das grandes discussões dentro dos Jogos Olímpicos de Pequim é: a internet vai ser livre? Normalmente o governo chinês bloqueia o acesso a sites que possam vir a publicar informações que não sejam interessantes para ele - notícias, blogs etc.

Pois bem, aqui estou eu em Pequim. Vou fazer um teste em tempo real para checar como anda a liberdade da internet por aqui. Vamos lá:

*BBC. Normalmente não é possível ler as notícias da estatal britânica. Veredito: a página em inglês demorou um pouco mais do que as outras, mas abriu normalmente. O mesmo com a página em chinês (mandarim, na verdade);

*Portais brasileiros. Parece que o conteúdo em português nunca foi bloqueado. Veredito: iG, G1, UOL e Terra abriram normalmente;

*CNN. A rede norte-americana tem criticado os chineses pelas restrições impostas à imprensa. Veredito: totalmente desbloqueado;

*South China Morning Post. Jornal de Hong Kong que não costuma ser censurado pela China. Veredito: nenhum problema no acesso;

*Blogs. Sempre li que o mais perseguido era o Wordpress. Veredito: Blogspot abriu facilmente, Wordpress demorou (mas abriu) e LiveJournal ficou carregando bastante tempo, mas não abriu (tanto a página principal quanto blogs específicos);

*Redes sociais. O MySpace entrou no mercado local faz pouco tempo, o que pelo menos indica uma boa vontade do governo quanto às redes sociais. Veredito: MySpace abriu rapidamente, Facebook não teve problemas (mas ficou um pouco mais lento). Orkut e Twitter, tranqüilos;

*Google. No dia-a-dia as buscas são controladas. Veredito:As versões norte-americana, brasileira e chinesa abriram. Só não dá para saber se o conteúdo é censurado. Fiz uma busca por “free Tibet” e os sites de apoio à libertação do Tibet foram encontrados normalmente (no Google chinês, inclusive) - só que o site http://www.freetibet.org/ não abriu nem por decreto.

*Outros. Vamos ver como estão os sites essenciais para quem se informa pela web. Veredito: YouTube abriu facilmente e os vídeos carregaram sem dificuldade. Flickr, sites de torrent, revistas e jornais dos EUA também funcionaram;

*Pornografia. Finalmente o que mais interessa, né? Veredito: o Fleshbot (cujo slogan é “sujeira pura”) abriu sem problemas, com fotos e todo o resto. Já o site da Playboy norte-americana ficou bem lento.

A CNN acabou de mostrar uma reportagem dizendo que o acesso dos jornalistas à internet era limitado. Bom, só se for na sala de imprensa oficial dos jogos. No meu hotel está tudo liberado. Por outro lado, rola uma história de que o governo estaria vigiando o acesso feito pelos hóspedes - então se eu for morto, deportado ou preso vocês já sabem que isso é verdade.

[Mais sobre o que eu ando fazendo na China no China in Blog.]

Enviado por Paulo Terron

 

16/05/2008 - 09:30h

Monteiro Lobato previu a internet, o smart-phone e o Michael Jackson

Capa da edição mais recente do livro

O Presidente Negro, o único romance adulto de Monteiro Lobato, tem ganhado destaque em jornais e revistas devido à reedição feita pela editora Globo recentemente. As resenhas e notas geralmente são puxadas pela semelhança dessa ficção com as eleições presidenciais norte-americanas (o livro de Lobato relata um pleito do mesmo país, mas em 2228), com Barack Obama e Hillary Clinton.

No texto, o candidato negro Jim Roy disputa o cargo com Evelyn Astor. Só que ninguém se lembrou um detalhe: Obama e Hillary não estão competindo pela presidência, mas sim pela vaga do Partido Democrata na disputa ao cargo máximo dos EUA. Mas OK, Lobato passou razoavelmente perto.

A história contada em O Presidente Negro é a de Ayrton, um homem comum que tem a felicidade de cruzar o caminho do professor Benson e sua filha Jane. Os dois passaram anos reclusos, desenvolvendo uma máquina capaz de observar o futuro – o porviroscópio. A partir dessas visões do que está por vir, Jane relata a Ayrton o episódio das eleições de 2228 – uma história cheia de reviravoltas e tensão.

Lobato estava bem de futurologia. Em outro ponto, ele acertou em cheio: o autor diz que, no futuro, as pessoas trabalhariam de casa, em terminais, e “radiariam” o conteúdo para os escritórios. Internet? Confira o trecho:

“O que se dará é o seguinte: o rádio-transporte tornará inútil o corre-corre atual. Em vez de ir todos os dias o empregado para o escritório e voltar pendurado num bonde que desliza sobre barulhentas rodas de aço, fará ele o seu serviço em casa e o radiará para o escritório. Em suma: trabalhar-se-á à distância. E acho muito lógica esta evolução. Não são hoje os recados transmitidos instantaneamente pelo telefone? Estenda esse princípio a tudo e verá que imensas possibilidades para vir trazê-lo. O progresso foi grande, mas repare quando á radiocomunicação se acrescentar o rádio-transporte. Outrora, por exemplo, se o senhor Ayrton quisesse fumar um charuto tinha de mandar um criado buscá-lo à charutaria; hoje pede-o pelo telefone, mas o charuteiro ainda é obrigado a mobilizar um carregador para vir trazê-lo. O progresso foi grande, mas repare que atraso ainda! Mobilizar um homem, isto é, uma massa de 60 ou 70 quilos de carne, fazê-lo dar mil ou cinco mil passos, gastando vinte ou trinta minutos da sua vida. só para transportar um simples charuto! Chega a ser grotesco…”

Ele faz até uma referência breve a um instrumento portátil - um tipo telefone com acesso à web? - que receberia essas informações “radiadas”:

“O presidente Kerlog ouviu pelo seu receptor de bolso a curiosa arenga (…).”

Mas a previsão mais espantosa foi o do surgimento da estética de Michael Jackson:

“Em Jim Roy a sua semelhança com um mestiço de senegalês e pele vermelha
(coisa impossível, pois de há muito já não existia um só índio na América) acentuava-se pela cor da pele, nada relembrativa da cor clássica dos pretos de hoje.

— Influência do meio?

— Não. Não foi isso milagre da influência do meio, nem era coisa singular, privativa de Jim Roy. Quase toda a população negra da América apresentava pele igual à sua. A ciência havia resolvido o caso de cor pela destruição do pigmento.”

Brincadeiras à parte, os comentários de Monteiro Lobato sobre os negros são debatidos até hoje: seria ele racista e, mais do que isso, propagador de idéias racistas? A revista Bravo! publicou um texto interessante sobre isso em sua edição mais recente.

Enviado por Paulo Terron

 

17/04/2008 - 16:49h

Mundo sem porn… Digo, internet? South Park mostra tudo


Pode acreditar: houve um tempo em que a internet não existia. Faz um certo tempo e tem gente que nem se lembra mais. Mas os caras do South Park pensaram sobre como seria o mundo atual sem a web e isso rendeu o episódio “Over Logging”.

Caos total. Como assim todo mundo ficaria sem pornografia? Veja o resultado desse desastre no site oficial do programa, onde o episódio já está disponível para streaming (já pensou se não tivéssemos internet? Meses, talvez anos até conseguirmos ver essa pérola!).

Obs.: a imagem que ilustra este post é de quando as pessoas tentam simular a pornografia fora da internet - o desenho representa o pedido para ver imagens de “brazilian fart fetish porn”.

Enviado por Paulo Terron

 

06/12/2007 - 15:38h

A internet de 1967

Essa veio do Pop Candy, certamente um dos blogs de entretenimento mais divertidos do mundo. Em 1967 a Philco-Ford fez um vídeo chamado Year 1999 A.D., que tentava imaginar como seria a vida 32 anos depois. Se eles acertaram? Eu diria que sim:

Esse é só um trecho, que trata do que hoje - 40 anos depois - chamamos de “compras pela internet”. Mas o melhor momento é: “Em um outro terminal, o marido poderá pagar pelas compras feitas pela esposa.” O movimento feminista, segundo a Philco-Ford, não duraria muito tempo…

O Snopes - que é um site que você deve conhecer dos link aqui à esquerda - tem um artigo mais longo sobre o assunto.

Enviado por Paulo Terron

 

04/05/2007 - 17:24h

A Microsoft comprou a igreja católica?


O PCWorld.com publicou a lista das 25 maiores armações da internet, do gato gigante à venda da igreja católica ao Bill Gates. Olha só. Você com certeza já acreditou - mesmo que por pouco tempo - em alguma. Mas o coelhão é de verdade.

Enviado por Paulo Terron