Arquivo de ‘Uncategorized’ Categoria
03/09/2008 - 12:03h
Depois de inspirar Costello, Jenny Lewis libera música nova
Lembra do segundo álbum da Jenny Lewis, que acabou inspirando o Elvis Costello a gravar um disco inteiro? Pois aqui está um vídeo-promo dele, que se chama Acid Tongue:
Acid Tongue chega às lojas norte-americanas no dia 23 de setembro, com participações de Costello, Chris Robinson (Black Crowes), M. Ward e mais um punhado de gente indie.
Enviado por Paulo Terron
31/07/2008 - 09:05h
China is pop: e a censura da internet em Pequim?
Uma das grandes discussões dentro dos Jogos Olímpicos de Pequim é: a internet vai ser livre? Normalmente o governo chinês bloqueia o acesso a sites que possam vir a publicar informações que não sejam interessantes para ele - notícias, blogs etc.
Pois bem, aqui estou eu em Pequim. Vou fazer um teste em tempo real para checar como anda a liberdade da internet por aqui. Vamos lá:
*BBC. Normalmente não é possível ler as notícias da estatal britânica. Veredito: a página em inglês demorou um pouco mais do que as outras, mas abriu normalmente. O mesmo com a página em chinês (mandarim, na verdade);
*Portais brasileiros. Parece que o conteúdo em português nunca foi bloqueado. Veredito: iG, G1, UOL e Terra abriram normalmente;
*CNN. A rede norte-americana tem criticado os chineses pelas restrições impostas à imprensa. Veredito: totalmente desbloqueado;
*South China Morning Post. Jornal de Hong Kong que não costuma ser censurado pela China. Veredito: nenhum problema no acesso;
*Blogs. Sempre li que o mais perseguido era o Wordpress. Veredito: Blogspot abriu facilmente, Wordpress demorou (mas abriu) e LiveJournal ficou carregando bastante tempo, mas não abriu (tanto a página principal quanto blogs específicos);
*Redes sociais. O MySpace entrou no mercado local faz pouco tempo, o que pelo menos indica uma boa vontade do governo quanto às redes sociais. Veredito: MySpace abriu rapidamente, Facebook não teve problemas (mas ficou um pouco mais lento). Orkut e Twitter, tranqüilos;
*Google. No dia-a-dia as buscas são controladas. Veredito:As versões norte-americana, brasileira e chinesa abriram. Só não dá para saber se o conteúdo é censurado. Fiz uma busca por “free Tibet” e os sites de apoio à libertação do Tibet foram encontrados normalmente (no Google chinês, inclusive) - só que o site http://www.freetibet.org/ não abriu nem por decreto.
*Outros. Vamos ver como estão os sites essenciais para quem se informa pela web. Veredito: YouTube abriu facilmente e os vídeos carregaram sem dificuldade. Flickr, sites de torrent, revistas e jornais dos EUA também funcionaram;
*Pornografia. Finalmente o que mais interessa, né? Veredito: o Fleshbot (cujo slogan é “sujeira pura”) abriu sem problemas, com fotos e todo o resto. Já o site da Playboy norte-americana ficou bem lento.
A CNN acabou de mostrar uma reportagem dizendo que o acesso dos jornalistas à internet era limitado. Bom, só se for na sala de imprensa oficial dos jogos. No meu hotel está tudo liberado. Por outro lado, rola uma história de que o governo estaria vigiando o acesso feito pelos hóspedes - então se eu for morto, deportado ou preso vocês já sabem que isso é verdade.
[Mais sobre o que eu ando fazendo na China no China in Blog.]
Enviado por Paulo Terron
23/06/2008 - 00:16h
Flintstones fumantes
O que será que diriam sobre esse comercial dos Flintstones em nossos tempos politicamente corretos?
Machista, promovendo uma marca de cigarros… Nos anos 60 os tempos eram bem diferentes. Outros comerciais de Winston - patrocinador de Os Flintstones - com Fred e amigos estão disponíveis aqui.
Enviado por Paulo Terron
16/05/2008 - 15:24h
Clássico dos Beach Boys em versão ao vivo
A gravadora Universal acabou de recolocar no mercado o DVD Pet Sounds Live in London, do ex-beach boy Brian Wilson. O show foi gravado em 2002, durante a turnê na qual o cérebro dos Beach Boys apresentava a íntegra de Pet Sounds (1966), talvez o maior clássico da música pop de todos os tempos.
Tudo bem: a voz de Wilson e seu comportamento, digamos, perturbado atrapalham um pouco. Mas o reforço de uma banda competente (a mesma que passou pelo Brasil com o músico, no Tim Festival de 2004) garante um tributo justo. Tributo, sim, porque nenhum dos outros músicos que tocaram/cantaram nas gravações originais participaram desses shows.
O DVD também traz o documentário Pet Stories, de 40 minutos, no qual os envolvidos com o disco original falam sobre sua criação. Muitas histórias interessantes, infelizmente prejudicadas por uma produção precária de vídeo e som (e, como não há legendas em português ou inglês, às vezes é até difícil entender o que o confuso Wilson diz).
O filminho também deixa bastante clara a rede de influências que se auto-alimentava nos anos 60. É mais ou menos assim: Brian Wilson diz que a inspiração para Pet Sounds veio de Rubber Soul, lançado pelos Beatles em 1965, e das produções de Phil Spector. Quando o trabalho saiu, acabou influenciando Sgt. Peppers, que a turma de Lennon e McCartney lançaria em 1967. E Spector acabou trabalhando com os Beatles – em Let it Be – e nas carreiras solo de John Lennon e George Harrison, mais tarde.
Para quem gosta – ou quer entender melhor o fenômeno – de Pet Sounds, é melhor mergulhar na fonte original: The Pet Sounds Sessions, caixa de quatro CDs lançada em 1997, tem versões mono e estéreo do álbum, mais outtakes, versões instrumentais, vocais isolados… Tudo o que você precisa para dar uma olhadinha dentro do estranho mundo musical de Brian Wilson. Dois livrinhos complementam o kit de Sessions: um sobre as gravações do trabalho e outro com detalhes e observações sobre as músicas do box. E nem é tão caro, sai por menos de US$ 40 na Amazon.
Para encerrar com um gostinho especial, a versão com os vocais isolados de “God Only Knows”:
Observação bizarra: eu não tinha me ligado, mas hoje é o aniversário de 41 anos do lançamento de Pet Sounds! Até me arrepiei aqui…
Enviado por Paulo Terron
16/05/2008 - 09:30h
Monteiro Lobato previu a internet, o smart-phone e o Michael Jackson
O Presidente Negro, o único romance adulto de Monteiro Lobato, tem ganhado destaque em jornais e revistas devido à reedição feita pela editora Globo recentemente. As resenhas e notas geralmente são puxadas pela semelhança dessa ficção com as eleições presidenciais norte-americanas (o livro de Lobato relata um pleito do mesmo país, mas em 2228), com Barack Obama e Hillary Clinton.
No texto, o candidato negro Jim Roy disputa o cargo com Evelyn Astor. Só que ninguém se lembrou um detalhe: Obama e Hillary não estão competindo pela presidência, mas sim pela vaga do Partido Democrata na disputa ao cargo máximo dos EUA. Mas OK, Lobato passou razoavelmente perto.
A história contada em O Presidente Negro é a de Ayrton, um homem comum que tem a felicidade de cruzar o caminho do professor Benson e sua filha Jane. Os dois passaram anos reclusos, desenvolvendo uma máquina capaz de observar o futuro – o porviroscópio. A partir dessas visões do que está por vir, Jane relata a Ayrton o episódio das eleições de 2228 – uma história cheia de reviravoltas e tensão.
Lobato estava bem de futurologia. Em outro ponto, ele acertou em cheio: o autor diz que, no futuro, as pessoas trabalhariam de casa, em terminais, e “radiariam” o conteúdo para os escritórios. Internet? Confira o trecho:
“O que se dará é o seguinte: o rádio-transporte tornará inútil o corre-corre atual. Em vez de ir todos os dias o empregado para o escritório e voltar pendurado num bonde que desliza sobre barulhentas rodas de aço, fará ele o seu serviço em casa e o radiará para o escritório. Em suma: trabalhar-se-á à distância. E acho muito lógica esta evolução. Não são hoje os recados transmitidos instantaneamente pelo telefone? Estenda esse princípio a tudo e verá que imensas possibilidades para vir trazê-lo. O progresso foi grande, mas repare quando á radiocomunicação se acrescentar o rádio-transporte. Outrora, por exemplo, se o senhor Ayrton quisesse fumar um charuto tinha de mandar um criado buscá-lo à charutaria; hoje pede-o pelo telefone, mas o charuteiro ainda é obrigado a mobilizar um carregador para vir trazê-lo. O progresso foi grande, mas repare que atraso ainda! Mobilizar um homem, isto é, uma massa de 60 ou 70 quilos de carne, fazê-lo dar mil ou cinco mil passos, gastando vinte ou trinta minutos da sua vida. só para transportar um simples charuto! Chega a ser grotesco…”
Ele faz até uma referência breve a um instrumento portátil - um tipo telefone com acesso à web? - que receberia essas informações “radiadas”:
“O presidente Kerlog ouviu pelo seu receptor de bolso a curiosa arenga (…).”
Mas a previsão mais espantosa foi o do surgimento da estética de Michael Jackson:
“Em Jim Roy a sua semelhança com um mestiço de senegalês e pele vermelha
(coisa impossível, pois de há muito já não existia um só índio na América) acentuava-se pela cor da pele, nada relembrativa da cor clássica dos pretos de hoje.
— Influência do meio?
— Não. Não foi isso milagre da influência do meio, nem era coisa singular, privativa de Jim Roy. Quase toda a população negra da América apresentava pele igual à sua. A ciência havia resolvido o caso de cor pela destruição do pigmento.”
Brincadeiras à parte, os comentários de Monteiro Lobato sobre os negros são debatidos até hoje: seria ele racista e, mais do que isso, propagador de idéias racistas? A revista Bravo! publicou um texto interessante sobre isso em sua edição mais recente.
Enviado por Paulo Terron
14/05/2008 - 18:28h
Edu K e MC Gi em ode ao tamanho
O novo disco de Edu K (ainda sem data para lançamento) deve vir recheado de batidões frenéticos. Primeiro ele liberou a grudenta “(Edu K) Me Bota Pra Dançar”, com Marina Vello nos vocais (ouça aqui) e agora o blog Let’s Glow conseguiu um trecho de “Tamanho É Documento”, parceria do vocalista do DeFalla com a funkeira santista MC Gi. Escute o peso:
Gostou? Parece que o Diplo, descobridor do Bonde do Rolê, gostou e já até tocou em Londres.
Enviado por Paulo Terron
05/05/2008 - 16:06h
Hello world!
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Enviado por Paulo Terron
05/08/2007 - 20:45h
Cinema no céu - parte 2
O Mais!, da Folha, elegeu os maiores cineastas vivos, depois da morte do maior cineasta vivo, que, na verdade, eram dois. O mais votado foi o Godard e em seguida vieram Lynch, Coppola e Resnais. Como os dois últimos tinham ficado de fora da eleição do “próximo diretor de filme-cabeça a bater as botas”, aproveito para botá-los no páreo (embora Coppola não seja tão cabeça quanto os outros) e já aposto 100 pratas em Alan Resnais, que entra na competição com o trunfo de ter apagado 85 velinhas no último aniversário. Woody Allen, lembrado nos comentários do outro tópico e completamente desprezado pelo eleitora do Mais!, fica de fora porque não é suficientemente cabeçudo e ainda tem muita lenha pra queimar.
O bacana dessa história toda é que, no meio da ampla cobertura que recebeu a morte do gênio que eram dois, fiquei sabendo que Antonioni, nas épocas de perrengue, já roubou um bife do prato de uma pessoa desconhecida (assim que ela deixou sua mesa, claro) e Bergman gostava de “Dallas”, tinha TOC por fechar todas as portas pelas quais passava, batia na madeira para afastar coisas ruins, tinha medo de escuro, “odiava quando alguém chegava por trás dele”, tinha insônia e só ouvia música com fones. É, eles eram gente com a gente. Enfim, chorei por eles.
Enviado por Paulo Terron
02/08/2007 - 17:28h
Como nossos pais
O que será dos filhos de Tom Cruise, Michael Jackson, Brangelina e Britney Spears? Esse vídeo faz uma bela previsão:
Seria legal fazer uma versão brasileira com os filhos da Carla Peres, da Luciana Gimenez, do Ronaldo e de todos os seus colegas boleiros que tiveram filhos com dançarinas de axé aos 18 anos.
Enviado por Paulo Terron





